CURADORIA PARAÉLLO

A Paraello abre suas portas para o encontro entre olhar e criatividade. Este espaço reúne artistas parceiros cujas obras dialogam com nosso ambiente, trazendo histórias, sensações e perspectivas únicas. Cada peça é uma experiência, um convite para explorar novas formas de ver, sentir e se conectar com a arte.

Jorge Feitosa

 

Uma trajetória artística que dialoga
entre a herança artesanal e a arte contemporânea

Jorge Feitosa (Porto Velho, RO) é um artista visual cuja trajetória artística dialoga entre a herança artesanal (filho de marceneiro/costureira) e a arte contemporânea. Reside em São Paulo, mantendo um fluxo constante com Rondônia e a floresta Amazônica. Sua pesquisa em performance, fotografia, vídeo e escultura explora temas como identidade, deslocamento, enraizamento e a constituição das subjetividades do indivíduo contemporâneo, com forte ligação com a Amazônia.

Formação: Graduado em Artes Visuais (Belas Artes, 2013) e formação livre em fotografia (MAM-SP, 2009).

2016: Realizou suas primeiras exposições individuais: “Lágrimas de Ouro” (São Paulo) e “NAVEGAR ES PRECISO” (Havana, Cuba). 

2022: Participou da 16ª Verbo – Mostra de Performance Arte (Galeria Vermelho).

2024: Integrante da ArtRio (programa “Brasil Contemporâneo”) e do Jardim das Esculturas (Marina da Glória).

2025: Apresentou a individual “Viagem – Matéria, rito e memória ancestral” em Paris, França.

Participou de importantes mostras como Presença Permeável (Praça das Artes) e Mappa Dell’arte Nuova – Imago (Fondazione Giorgio Cini, Itália).

Acervos:  Seu trabalho integra os acervos do Museu de Arte do Rio (MAR/ RJ) e do MUnA – Museu Universitário de Arte (IARTE/UFU/MG).

João Rolim

A Alquimia entre a Herança Nordestina
e a Técnica 
Universal

A trajetória de João Rolim é um testemunho de sensibilidade e evolução técnica. Filho de paraibanos, João traz em seu DNA a vivacidade da cultura nordestina, elemento que transborda em sua paleta vibrante e cheia de vida. Iniciou sua jornada aos 16 anos, consolidando uma base técnica rigorosa que transita entre o desenho artístico, publicitário e a pintura, um repertório multifacetado que o permite dominar a forma com precisão antes de desconstruí-la.

Trajetória e Estilo: Sua arte é uma ponte entre o clássico e o contemporâneo. Ao longo de sua carreira, João mergulhou no estudo de grandes mestres, o que o levou a uma experimentação audaciosa por estilos como o Cubismo e o Fauvismo. Hoje, sua produção é marcada por uma versatilidade rara: da beleza serena de paisagens figurativas à profundidade expressiva de abstratos com texturas complexas e paletas sofisticadas.

O Valor da Obra: Mais do que criar imagens, João Rolim cria atmosferas. Reconhecido por sua habilidade em interpretar o desejo do colecionador, o artista transformou o trabalho sob encomenda em um processo de cocriação de peças únicas. Suas obras, presentes em diversos acervos particulares, são celebradas por unir a força de sua herança cultural a uma elegância estética atemporal.

Claudio Souza Pinto

 

O Surrealismo do Comportamento:
Onde a 
Roupa Ganha Vida

Claudio Souza Pinto é um expoente do surrealismo contemporâneo com uma sólida carreira internacional. Graduado em Desenho Industrial pela Universidade Mackenzie, o artista consolidou sua linguagem poética durante os anos em que viveu em Paris, onde expôs em centros de referência como a Ópera Garnier.

As pinturas de Claudio apresentam nada além de roupas, sapatos, chapéus, máscaras. Ele pinta muito bem os gestos, os movimentos, os maneirismos, os volumes corporais e as posturas de “ninguém”. Nas suas pinturas, os humanos são ilustres desconhecidos; trata-se apenas de conhecer a aparência humana e os movimentos visíveis. Há um vasto teatro dentro das pinturas, há muitos personagens, há uma série de representações, cada uma mais comum cultural e socialmente, mas não há ninguém lá. Os atores não existem, apenas os personagens; as pessoas não estão lá, como se tivessem partido quando o artista as pinta, ou como se nunca tivessem chegado.

Com obras em coleções na Europa e no Brasil, incluindo a Fundación Focus Abengoa e o Acervo da Assembleia Legislativa de SP, sua pintura utiliza o “vazio” humano para preencher a tela com reflexões sobre o teatro da vida e as máscaras sociais. Suas criações, que flertam com o fantástico e o humor, já foram distinguidas em países como Estados Unidos, Inglaterra, Turquia e Itália.

Exposições de Prestígio: Consolidou sua carreira na Europa com exposições no Le Bains e na Ópera de Paris. No Brasil, apresentou-se na Pinacoteca de São Paulo e no Chapel Art Show.

Acervos e Reconhecimento: Suas obras integram coleções particulares e institucionais de prestígio em países como França, Estados Unidos, Turquia e Alemanha. É reconhecido por sua capacidade única de pintar o “movimento de ninguém”, criando personagens que parecem ter acabado de deixar a cena

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